Funtrab encaminha mais de 400 indígenas de Amambai e Coronel Sapucaia para colheita de frutas no sul do país

  • Publicado em 13 dez 2018 • por Marina Hojaij Carvalho Dobashi •

  • Campo Grande(MS) – Uma parceria entre o Ministério Público do Trabalho(MPT), Comissão Permanente de Investigação e Fiscalização das Condições de Trabalho em Mato Grosso do Sul(CPIFCT/MS), Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul(Funtrab) e empresas de SC e RS prevêem a colocação de 3.531 indígenas no mercado de trabalho ainda neste ano.

    O MPT é responsável pela formalização e fiscalização do processo de contratação, a Funtrab será responsável pela seleção da mão de obra e elaboração dos contratos e as empresas Frutini, Rasip, Agrícola Fraiburgo e Fischer fornecerão os postos de trabalho.

    A parceria estabelece que, além do salário, as empresas forneçam o transporte, hospedagem e alimentação. A distância das aldeias de MS e as cidades da região sul chega a mil quilômetros. A previsão é de que dois mil indígenas das tribos terena e guarani sejam contratadas a partir de janeiro de 2019 para o trabalho em lavouras, especialmente na colheita de maçãs.

    Segundo dados da Funtrab, o número de contratações anuais de indígenas de Mato Grosso do Sul pelas quatro empresas citadas são as seguintes:

    Ano       Contratações

    2014  –  2.937

    2015  –  2.723

    2016  –  2.620

    2017  –  3.069

    2018  –  3.531

    Aldeias em Amambai e Coronel Sapucaia

    Equipes da Funtrab estiveram nesta quinta-feira(13), prestando atendimento na aldeia Amambai, de Amambai e na Aldeia Taquapery, de Coronel Sapucaia.

    O diretor-presidente da Funtrab, Clistiano Fernandes, afirma que a parceria tem sido compensadora ao Estado. “Estamos realizando o recadastramento diretamente nas aldeias guarani-kaiowá e somente hoje, foram mais de 400 atendimentos. A contratação está prevista para ser realizada em janeiro de 2019”, conclui.

    Há quatro anos que essa parceria consolida uma oportunidade ímpar, pois os indígenas eram habituados a trabalhar em lavouras de cana e no entanto, muitos ficaram sem ocupação devido à mecanização aplicada nos canaviais e o fechamento de usinas em Mato Grosso do Sul.

     

    Cláudia Yuri (Fundação do Trabalho de MS/Funtrab)

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